a minha terra

A minha terra é e sempre será a Ilha da Madeira, apesar da distância; é nela que penso todos os dias; julgo que todos nós, de uma forma ou de outra, sentimos prazer, alegria e um reconforto por voltar a casa.

É como dizem, não há como a nossa casa, o nosso cantinho, onde nos sentimos realmente inteiros, sem aquela estranha sensação que nos falta algo.

Neste espaço, quero prestar a minha pequena homenagem ao lugar que viu nascer – a ilha da Madeira.

O arquipélago da Madeira é formado:

  • Ilha da Madeira com uma área de 740,7 km²;
  • Porto Santo com 42,5 km²;
  • Ilhas Desertas com um total de 14,2 km² no conjunto das suas 3 ilhas desabitadas;
  • Ilhas Selvagens cujo conjunto de 3 ilhas e dezasseis ilhéus desabitados detêm uma área de 3,6 km².

Das oito ilhas, apenas as duas maiores (Madeira e Porto Santo) são habitadas, sendo ambas servidas por um aeroporto.

A ilha da Madeira foi descoberta pelos navegadores portugueses Tristão Vaz Teixeira, Bartolomeu Perestrelo e João Gonçalves Zarco em 1419, que apelidaram a ilha de ‘Madeira’ devido à abundância desta matéria-prima…agora já sabe porque se chama “Madeira”.

A Madeira é pequena, sim, em dimensão, mas em beleza e encanto são inmensuráveis, na minha modesta opinião. Quem já lá esteve pode (ou não!!) confirmar.
Os resultados definitivos dos Censos 2011, referenciados ao dia 21 de Março de 2011, indicam que a população residente na região da Madeira é de 267 785 indivíduos (não estou incluída 🙁
Estamos bem situados e “climatizados”, que é como quem diz:

A posição geográfica privilegiada e a sua orografia montanhosa conferem à ilha da Madeira uma espantosa amenidade climática, com temperaturas médias muito suaves, que oscilam entre os 25° C no verão e os 17° C no inverno, aliadas a uma humidade moderada.

Por influência da corrente quente do Golfo do México, a água do mar é igualmente muito temperada, apresentando médias no verão de 22°C e de 18°C no inverno.”

Estão a ver estas temperaturas da água aqui no Norte?humm, eu não…quantas vezes não vamos à água porque está simplesmente fria, gelada mesmo em algumas situações..

E o que tem a minha terra de especial, na minha humilde opinião?

As pessoas, a natureza arrebatadora, a gastronomia, as tradições e eventos, andamos “quase” sempre em festa e quando não estamos em festa, estamos a preparar a “próxima” festa.

  • Natureza – A sua luxuriante vegetação, cuja floresta indígena foi reconhecida pela UNESCO, em 1999, como Património Mundial Natural da Humanidade – a Floresta Laurissilva, é o nome dado a um tipo de floresta húmida subtropical, composta maioritariamente por árvores da família das lauráceas e endémico da Macaronésia;

 

  • Uma das melhores formas de ficar a conhecer esta fantástica herança ambiental é caminhando nas veredas e levadas  que cruzam esta mancha verde e que permite um contacto direto com as espécies endémicas da flora e fauna da Madeira;

  • Gastronomia muito apreciada pelos nossos visitantes e não só: a tradicional e inconfundível  espetada de carne de vaca em espeto de pau-de-louro (que associo sempre às festas e arraiais – não existe festa sem espetada, arrisco-me a dizer) acompanhada de Milho Frito e do típico Bolo-do-Caco com manteiga d’alho; temos as lapas grelhadas, Polvo e Camarão, nas suas variadas formas, Bifes de Atum e Filetes de Espada à Madeirense..que saudades;

 

  • Bebidas: vinho da Madeira, nikita, pé de cabra e a famosa poncha e os amendoins com as cascas espalhadas pelo chão. Quem nunca se entusiasmou com “é só mais uma!” e no final, bom, as coisas ficaram um pouco complicadas, turvas (sim, aquilo bate mesmo 🙂 A minha preferida: maracujá.

  • A abundância dos frutos tropicais também presta os seus exóticos paladares à confeção das mais variadas sobremesas. Como exemplos temos a manga, a banana, a pera abacate, a anona, o maracujá, a goiaba – imagem característica do Mercado dos Lavradores, lindo mesmo;

  • As festas: Festa da Flor, o Carnaval (já sei  que estão a lembrar-se!), Festa Fim de Ano, Festa do Vinho, e outras festas e arraiais com o nosso folclore, acontecem um pouco por toda a ilha, durante todo o ano;

 

  • Temos o nosso Cristiano Ronaldo, que nunca escondeu as suas humildes raízes e que faz questão de divulgar o nome da terra que o viu nascer; temos os bordados, o bolo de mel, a cana de açucar,o bolo do caco e também temos a nossa pronúncia e acima de tudo, também a nossa “panca” ;).

Deixo-vos mais algumas fotos da Madeira, não sabendo honestamente se conseguem fazer justiça à beleza da nossa terra, mas como dizem que uma imagem vale mais que mil palavras, vou arriscar:

 

 

Se pretendem conhecer ou revisitar, podem aceder ao site www.visitmadeira.pt onde encontram informações úteis sobre hotéis, eventos, atrações, meios de deslocação, etc.

A Madeira é linda, sim,  mas causa um misto de sentimentos; apesar de a maior parte das pessoas gostarem das suas paisagens, pessoas, and so one, não se vêm lá a viver, devido à dimensão e ao isolamento, por se tratar de uma….ilha.

É majestoso aterrar no  Aeroporto Internacional da Madeira agora designado de  Cristiano Ronaldo 🙂 (esqueçam lá a estátua!!) e sentir aquele cheirinho a mar, aquele cheiro característico da nossa terra que nos faz quase chorar (as vezes chora-se mesmo) e reavivar as nossas memórias; sentimos uma alegria e uma felicidade tamanhas, que ao escrever estas palavras até pode parecer estúpido para a maior parte dos que lêem, mas quem é madeirense emigrante/imigrante sabe bem do que falo, acho eu..Não há terra como a nossa, seja ela qual for.

Madeira, apesar da distância, estás sempre no meu pensamento e acima de tudo no meu coração; eu pertenço-te desde sempre e para sempre (já não fazia uma declaração destas há muito tempo).
 E, pronto, era apenas isto que tinha para vos contar sobre a minha terra.

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